O Aluno escreve Paródias:
  • do Conto Infantil - Chapeuzinho Vermelho;
  • do Poema - Teu Nome e
  • da Música - Cerveja.

Paródia.
O que é?

Para elaborar uma paródia, é fundamental entender que ela é uma brincadeira que fazemos com textos, como poemas, letras de músicas, provérbios e, por que não, hinos de agremiações esportivas. Na paródia, o significado do texto é modificado com o objetivo de produzir humor. Veja dois exemplos de paródias de provérbios:
“Quem sai na chuva é pra se queimar”. (Vicente Matheus)

O provérbio que serviu foi base para a paródia “Quem sai na chuva é pra se molhar” e o efeito humorístico foi obtido pela substituição do último vocábulo por palavra de sentido oposto.
“Em terra de cego, quem tem um olho é estrangeiro”. (Millôr Fernandes)

O provérbio “Em terra de cego, quem tem um olho é rei” possibilitou a substituição de rei por estrangeiro e a conseqüente alusão à mentalidade do brasileiro no que se refere à supervalorização do que é exterior.


Como fazer?
Uma vez entendida a paródia, veja como ela pode ser feita em relação ao assunto proposto. Não raro, encontramos jovens torcedores deste ou daquele time que, querendo brincar com seu adversário no plano esportivo, não sabem como fazê-lo. Oferecemos aqui uma opção.
A paródia de um hino de clube pode ser feita basicamente de duas maneiras.
Vejamos um exemplo específico: se a pessoa é palmeirense e deseja brincar com os torcedores de times concorrentes, ela pode escolher seu próprio hino e reescrever a letra, elogiando o seu time e, ao mesmo tempo, criticando as outras agremiações.
A segunda opção é que o palmeirense pegue o hino do time adversário (por exemplo, o do São Paulo) e reescreva-o de tal sorte que o hino, que deveria ser uma exaltação, passe a ser uma “autocrítica”.
Lembre-se, portanto, que há dois procedimentos diferentes, neste caso, para a elaboração da paródia.
Vejamos como ela poderia ficar, observando que o texto abaixo é apenas uma das muitas possibilidades existentes.

Procedimento 1: o palmeirense utiliza o seu próprio hino para brincar com os adversários.
"Quando surge o Alviverde imponente. No gramado o Corinthians o aguarda. . Ele sabe o que vem pela frente Goleada, a derrota não tarda.
Até mesmo o tão forte São Paulo. Que ainda pensa que é o maior. Vai largando a arrogância de vez. Quando perde pra nós na final".
Observe que no texto parodiado mantivemos várias das expressões originais e modificamos totalmente outros versos, principalmente os do final da estrofe.

Procedimento 2: o palmeirense utiliza o hino do adversário (São Paulo) para brincar com ele.
"Olhe o Tricolor paulista. Um dos times brasileiros. Eras forte, eras belo. Dentre os grandes és o segundo.
Oh! Tricolor. Clube derrotado. As tuas glórias. São do passado".

Lembre-se de que você deve fazer paródias com elegância. Em hipótese alguma utilize uma linguagem menor, que deponha contra você e, conseqüentemente, contra o seu próprio time. A paródia aqui proposta é uma brincadeira saudável, jamais uma forma de expressar idéias para magoar quem quer que seja. Portanto, tenha sempre em mente que sua intenção é elaborar um texto bem-humorado. A paixão pelo futebol não deve se misturar a sentimentos mesquinhos.
(Granatic, Branca. Redação: humor e criatividade. São Paulo: Scipione, p.49-51, 1997.)


O aluno escreve: Paródia de Conto Infantil
Paródia do texto Chapeuzinho Vermelho.


CHAPEUZINHO PENTELHO
Aqui se segue a verdadeira história do Lobo Mingau e Chapeuzinho Pentelho. Na verdade, Lobo Mingau até que é calmo. Chapeuzinho Pentelho foi quem o fez ficar furioso. Lobo Mingau estava vindo da casa da sua prima Loba Qualker, que tinha dado uma festa para a turma da escola. Ele estava vindo meio rápido e começou a sentir sérias dores na barriga, mas continuou.No mesmo instante Chapeuzinho Pentelho ia levar umas verduras para a sua vovó, tinha que ir correndo, para não estragar as verduras, pois era longe.
Em uma certa hora do dia, Chapeuzinho Pentelho enxerga o Lobo Mingau debaixo de uma árvore e ela vai lá.
O Lobo Mingau, quando a viu, saiu correndo para uma moita, pois estava com vergonha que acontecesse ali mesmo, aos pés da Chapeuzinho Pentelho. Então Chapeuzinho Pentelho, que adora uma farra, saiu atrás e quando o achou, perguntou:
- Lobo Mingau, por que você está fugindo de mim?
O Lobo Mingau disse-lhe:
- Não estou correndo, estou incentivando você para que brinquemos de esconde-esconde.
Chapeuzinho Pentelho percebeu a invalidez da conversa, mas não saiu da moita. Então o Lobo Mingau, mais que rapidamente, foi para outra moita, Chapeuzinho Pentelho o achou de novo e ele sempre ia mudando de moita, assim que Chapeuzinho Pentelho o achava. Por fim, o Lobo Mingau chegou numa moita bem satisfatória e ficou bem à vontade.
De repente, tchan, Chapeuzinho Pentelho apareceu, e logo lhe perguntou:
- Lobo Mingau, por que é que toda vez que eu chego em uma moita que você está, você sai rapidinho para outra?
O Lobo Mingau respondeu:
- É para ver se você me deixa cochilar em paz.( Emanuel F. de Paula)

Paródia do Poema Teu Nome de Vinícius de Moraes. Texto Original TEU NOME.
Teu nome, Maria Lúcia. Tem qualquer coisa que afaga. Como uma lua macia. Brilhando à flor de uma vaga. Parece um mar que marulha. De manso sobre uma praia. Tem o palor que irradia. A estrela quando desmaia. É um doce nome de filha. E um belo nome de amada. Lembra um pedaço de ilha. Surgindo de madrugada.Tem um cheirinho de murta. E é suave como a pelúcia. É acorde que nunca finda. É coisa por demais linda. Teu nome, Maria Lúcia.(Vinícius de Moraes)

Paródia
TEU NARIZ

Teu nariz, Zé Luís. Tem alguma coisa engraçada. Parece o de um juiz. Em meio a uma boa jogada. Porém, quando está meio torto. Sinal de que esteve nervoso. Tem a ponta bem fina. Que às vezes costuma brilhar. É um grande nariz. É um nariz diferente. Há quem diga atraente. Não sei se para te agradar. Ou será para te gozar? Sente o cheirinho de tudo. Mesmo a grande distância. Só quero te ver logo mais. Em torno dos 20 ou 30. E esse nariz Zé Luís, será que cresce ainda? (Maria Eunice Barbosa)


Paródia de Música Cerveja.

Texto Original CERVEJA.

Hoje é sexta-feira, chega de canseira. Nada de tristeza, pegue uma cerveja. E põe na minha mesa. Hoje é sexta-feira, traga mais cerveja. Tô de saco cheio, tô pra lá do meio. Da minha cabeça.
Chega de aluguel, chega de patrão. O coração no céu. O sol no coração.
Pra tanta solidão:Cerveja, cerveja, cerveja, cerveja. Cerveja.(Leandro e Leonardo)

Paródia CÊ VEJA.
É segunda-feira, dia de canseira. Chego em minha casa. Abro a geladeira. A situação tá feia.
É segunda-feira, só dá mais tristeza. Vou até a gaveta. Pego as minhas contas. Boto sobre a mesa.
Devo o aluguel. Já faz um tempão. Meu nome já está sujo. Venceu a prestação. É tanta conta irmão.
Cê veja, cê veja, cê veja, cê veja. Cê veja: a minha situação! (Chalimar Rocco)